
Blog criado com o intuito de trazer informações para os parentes e amigos enquanto eu estiver estudando na França, acompanhado de minha esposa. Aqui poderei também dispobilizar informações úteis para aqueles que quiserem estudar lá.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Headhunters e outra laranja azeda

quarta-feira, 13 de julho de 2011
O Google me domina!
- Google search (O famoso www.google.com)
- Chrome (de onde estou escrevendo este post)
- Gmail
- Gtalk (commodity do Gmail)
- Scholar (scholar.google.com)
- Youtube (usava antes de ser comprado pelo Google, mas agora "ta no bolo")
- Google video (raramente, mas sou usuario)
- Documents
- Calendar
- Books (onde consigo ler pedaços de varios livros)
- Reader (cômodo, pois é online. Antigamente eu usava agregadores de RSS no desktop)
- Buzz
- Blogger (esse ta implicito aqui, né?)
- Analytics
- Maps
- Alerts
- Translate
- Sites (usei pra colocar moveis à venda quando partimos de Manaus)
- Adsense (tenho a "fortuna" de 9,18 euros. So receberei o cheque quando completar 50 euros, daqui a uns 20 anos)
- Orkut (perfil prestes a ser deletado)
- Earth (quando lançou e era "hype")
- Desktop (num passado distante)
- Picasa
- News
- GWT (Google Web Toolkit)
- Code (hospedei uma ferramenta sebosa, mas util, que escrevi no meu mestrado pra me ajudar com testes no OSGi)
- iGoogle
- Groups
- Trends
- E agora esse tal de Google+
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Escolhas

terça-feira, 28 de abril de 2009
Gripe suína e google trends
Acabo de ler um email enviado pela presidência da universidade, pedindo enfaticamente à todos aqueles que tiverem alguma viagem para o México, que a prorroguem ou a cancelem.
As prevenções podem gerar excessos ou pânico: Hoje fiquei sabendo que a filha de uma colega mexicana foi enviada de volta pra casa, por ordem da direção do colégio. A menina estava com tosse, e por ser mexicana, a escola "panicou". A ùltima vez que ela havia estado no México foi hà quase um ano, mas teve contato com alguém que esteve no México hà pouco mais de dois meses.
Desde que o alarme aumentou nesta ùltima semana, jà fiz vàrias pesquisas sobre gripe suina/swine flu/grippe porcine pra tentar me informar melhor. "Caiu a ficha" que milhões de pessoas no mundo estão fazendo o mesmo.
Fui até o Google trends, para ver as tendências das pesquisas sobre isso em vàrios idiomas, e o salto na quantidade de buscas é impressionante (ou talvez previsìvel).
Gripe suína (português) ![]() |
Swine flu (inglês) ![]() |
Grippe porcine (francês) ![]() |
Gripe porcina(espanhol) ![]() |
Influenza suina(italiano) ![]() |
Schweinegrippe (alemão) ![]() |
View H1N1 Swine Flu in a larger map
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Apresentando a RFID para o pùblico
Neste domingo eu e um colega mexicano ajudamos o nosso orientador numa apresentação especial para uma exposição sobre a història da informàtica, que està acontecendo de 24/10 à 04/01 na Bastilha de Grenoble. O teleférico pra ir até là foi gràtis :)Falamos sobre os projetos de nossa equipe utilizando etiquetas RFID (Identificação por Ràdio Frequência). O desafio foi tentar explicar tudo usando uma linguagem acessìvel ao pùblico ao mesmo tempo em que explicamos o que eram etiquetas RFID. Foi uma experiência interessante e pela qual nunca achei que passaria, especialmente na França. Apresentamos algumas demos, mas a vedette foi a demo que usa o Nabaztag, o coelho inteligente (e que também lê etiquetas RFID), que chamou atenção de adultos e crianças. Houve uma senhora que fez uma inferência que a levou a fazer uma pergunta interessante: "Nossa, então esse coelho é um computador. Mas onde està o monitor dele?"

terça-feira, 17 de junho de 2008
"Pseudo Off-Shore": Qual a fronteira do home-office?
Off-shore
Home-office (foi o melhor que achei no momento...)
Agora, o post propriamente dito:
Hà algumas semanas contactei alguns amigos que trabalham em uma empresa que ocasionalmente terceiriza para pessoas fìsicas o trabalho de desenvolvimento de software, usando o formato de home-office. Dois amigos meus jà haviam feito trabalho para eles, sem maiores problemas. Assinam um contrato, fazem o serviço e trafegam os arquivos via VPN pela Internet. O recibo é através de uma nota avulsa pela prefeitura.
Ok. Otimo. Dá pra fazer.
Estou na França, mas tenho conta no Brasil, procurador, residência fixa (visto que o estatuto de estudante sob o qual vivo aqui implica em residência temporària). Minha ùnica dùvida que deixei clara para o pessoal era se eu conseguiria emitir nota por procuração. Semana passada liguei para um posto de serviços da prefeitura de Recife (Expresso cidadão) e me informaram que o procurador poderia emitir, sim, o recibo.
Ok. Otimo. Dá mesmo. Acho que vai ser mais fácil do que pensei.
Avisei semana passada ao pessoal de là que o recibo é tranquilo e podemos dar inìcio à formulação do contrato de serviço temporàrio.
Ontem fui informado que o setor jurìdico da empresa não aceitou alegando que teriam dificuldades com o Ministério do Trabalho visto que o prestador de serviços reside no exterior. Entendo (lembrei de Pelé, entende?).
Fica a minha pergunta: onde està a fronteira do home-office versus offshore. O offshore é caracterizado pela terceirização formal de serviços para uma empresa de outro paìs, geralmente com mão-de-obra mais barata. Um terceirização pela qual o Brasil luta pra abocanhar uma fatia maior do bolo global.
Sou pessoa fìsica com residência fixa no Brasil (não sou legalizado na França, apenas estou legalizado), conta bancària no Brasil, procurador pra emitir a nota que pediram, mas fui provavelmente enquadrado como off-shore pela alegação do jurìdico.
Não fiquei chateado com eles, mas fiquei tentando entender ou interpretar de vàrias formas a situação:
Suposição 1:
E se eu tivesse assinado um contrato antes de viajar e começasse o serviço daqui? Seria um caso de “pseudo off-shore”? O dinheiro continuaria entrando em uma conta brasileira e o trabalho transparentemente trafegando via Internet.
Suposição 2 (um pouco "workaholic"):
Se eu quisesse viajar de férias pra outro paìs e passar 15 dias passeando, mas conseguindo trabalhar as 5 horas diàrias (ou dependendo do fuso, “noturnas”) do contrato? Seria “pseudo off-shore” também?
Suposição 3:
Se eu nunca dissesse que estou na França, passasse meu endereço de Recife, minha familia faria o “proxy” enviando o contrato pra cà, eu assinava aqui, mandava pra meu endereço e redirecionariam pra empresa. Eu faria o serviço, o dinheiro entraria na minha conta do Brasil e o recibo seria enviado. Algum sinal de pseudo off-shore aì ? Sò se o meu endereço IP quando eu me conectasse na VPN...
Talvez a suposição 3, baseada na omissão de fatos resolvesse o problema ;)
Estamos de fato perante uma situação de off-shore? Quais as fronteiras legais, geogràficas e virtuais em um caso como este? Bom virtual eu acho que nenhuma, pois a Internet permite-nos trabalhar de onde for, mas quanto às duas primeiras, não saberei responder com precisão.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Mais vagas de emprego de TI na França
Desta vez a Astek Rhône-Alpes convidando candidatos para um cocktail noturno no Hotel Mercury de Grenoble.
Não revelaram a quantidade de vagas abertas, mas como a astek possui em torno de 3000 colaboradores, e tirando a média (vagas/total de empregados) baseada no post anterior, acho que a oferta deve ser também na casa dos 90 postos de trabalho.
O anùncio fala de:
- Desenvolvimento de aplicativos em Java, .NET, Open Source
- Informàtica industrial (embarcada, tempo real, testes)
- Business Intelligence
sábado, 24 de maio de 2008
90 vagas de empregos de TI em Lyon

Chegando ao fim do ano letivo 2007/08, as empresas de TI continuam pondo em pràtica suas estratégias de headhunting para contratar jovens talentos recém-saìdos da universidade.
Em outro post falei das empresas de Grenoble. Desta vez, a unidade de Lyon (100 km de Grenoble) da Teamlog, empresa com faturamento de 162 milhões de € em serviços no ano de 2007 e que possui mais de 2000 empregados, farà um evento de um dia de "portas abertas" para que os candidatos possam conhecer a infra-estrutura da empresa, seu futuro gerente, projetos, etc. Ainda tem um "prêmio para o CV mais original" ... (!!!)
Eles destacam vagas para:
- Eng. SW Java J2EE (porque ninguém quer usar o termo JEE???)
- Eng. SW .Net
- Eng. SW de ambientes industriais ( C, C++, ou .net)
- Eng. de Produção/Exploração (imagino que sejam "administradores") Unix ou MVs
- Gerentes de Projeto de TI em novas tecnologias ou telecomunicações
- Administradores de sistemas e de redes
sábado, 17 de maio de 2008
Minha pesquisa dando suas colaborações
A programação tem uma sessão (Runtime Diagnosis of Stale References in the OSGi Services Platform), que apresenta a ferramenta que desenvolvi. Como sou estagiàrio (mais uma vez na minha vida) do laboratorio, nao tenho direito a ser bancado pra ir. Então vai meu orientador apresentar. Sacanagem que meu nome nem aparece là :,(
Em setembro apresentarei a ferramenta em uma conferência acadêmica na Itàlia. Esta tem mais valor acadêmico, mas a anterior tem mais valor "comercial" vista a natureza do evento. Vou perder de fazer bons contatos là.
Fico contente pelos ràpidos resultados obtidos. Espero que seja apenas o começo :)
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Silicon Valley francês recrutando mão de obra

Os brasileiros não escutam muito falar em Grenoble como se fala de Paris, Lyon, Nice, Lille, etc...
Entretanto este é um grande pólo tecnológico da França. Grenoble, o "Silicon Valley da França", esta carecendo de mão de obra e está indo longe buscar gente pra trabalhar: organizou um evento no Stade de France, com data de 7 de Junho pra recrutar pessoas para a indùstria de Software. São mais de 500 vagas que precisam ser preenchidas. Recrutamento em estádio! Eu nunca vi nada igual. Parece exército pedindo alistamento pra voluntários irem pra guerra.
Empresas como HP, Sun Microsystems, Orange, Bull e outras tem grande foco de atividade aqui.
Fico impressionado, cada vez mais, com a carência de profissionais na indùstria de Software em todo o mundo. Até no Brasil temos este tipo de problema. Um busca rapida no google mostra vários artigos mencionando este problema.
Com tanta oferta no mercado, é natural uma migração dos mais ousados. Muitos chamam de evasão de cérebros. Recife sofre um pouco deste mal. A cidade é referência como pólo tecnologico, mas os salarios de la sao bem "controlados". Pra que esta disposto a sair da zona de conforto dos amigos, familia, cultura, etc, tem salarios bem mais interessantes na Grande São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Manaus, etc.
Outros países sofrem deste mal também. França e Alemanha, por exemplo, oficializaram que preferem que os alunos (estrangeiros ou não) de cursos de tecnologia permaneçam no país apos concluírem os seus cursos.
O Brasil ja é uma mega-potência agrícola e temos evoluido na area tecnologica. Mas países que investem tanto em educação estão tendo crescimento tecnologico reprimido, nos que temos ensino publico deficiente não daremos conta. O sonho de tornar o Brasil um nicho de off-shore como a India parece muito distante ainda.
Um pais onde o ensino publico de base é para pobre e o ensino publico superior (com vagas restritas) é para ricos ta complicado. A regra geral (eu sei que ha exceções) é estudar o ensino médio em escolas particulares e se preparar pra o vestibular pra entrar em Federal pois a qualidade de ensino é melhor (também sei que tem exceções) e o precinho uma beleza.
A elite brasileira é pequena, e o ensino publico superior é elitizado. Logo, pouca qualificação é gerada com dinheiro publico. Podemos contar com FIES* como verba publica, mas isso é financiamento e não bolsa. O estudante tem que pagar de volta quando se forma.
A gente esta se tornando celeiro mundial e essa grana toda que entra tem que ser revertida pra preparar o país pra o futuro. Li outro dia que vai faltar tanta mão de obra qualificada no Brasil que vai ser a coisa mais natural ter empresa bancando ensino médio, cursos técnicos e ensino superior pra poder ter gente capacitada, por que o governo não ta dando conta. Vi essa reportagem em que gente da engenharia civil reclama, entre outras coisas, da falta de mão de obra qualificada.
Tenho direito à ensino de base em escola publica, mas estudei em escola privada.
Tenho direito à universidades publicas, mas não consegui passar nelas. Passei em faculdade privada e me formei la (mais comentarios sobre isto noutro post).
Minha especialização foi paga por uma empresa privada, apesar de ter sido em universidade publica.
Agora estou fazendo mestrado na França com os estudos pagos pelo governo francês, com menos burocracia do que achei que tivesse. Tive que vir tão longe pra estudar de graça. Certamente mais fácil entrar num mestrado de uma boa universidade daqui do que em qualquer programa de mestrado de boas federais brasileiras.
Aqui vos escreve um cérebro que saiu de Recife pra Manaus pra trabalhar e de Manaus para a França pra estudar. Com certeza volto um dia, ainda não sei quando, mas volto :)
*(in)Felizmente não desfrutei do FIES. Minha mãe que era professora de escola publica (e conhecia de perto a qualidade) pagou metade inicial da minha faculdade e eu me ralei em estagio e emprego pra pagar os ultimos 3 anos de curso...






