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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Vacinados contra o H1N1

Em sua campanha de vacinaçao contra o H1N1, o governo francês vai gradativamente convocando os habitantes do paìs a se vacinarem. Prioridade inicial para profissionais de saùde (médicos, enfermeiras, etc) e pessoas consideradas mais vulneràveis (idosos, bebês, gestantes, etc).

Minha esposa està gravida de 9 meses e hà algumas semanas recebeu uma cartinha convite pra se vacinar. Hà duas semanas chegou uma cartinha pra mim, provavelmente por estar em contato direto com alguém do "grupo de risco". Apesar de nossas dùvidas sobre a real gravidade dessa gripe A, nos imunizamos para reduzir possìveis riscos pra o bebê que està por vir. Um detalhe interessante é que as visitas na maternidade estao suspensas devido a essa gripe. Apenas os pais vacinados podem visitar a mamae e ver o bebê. Entao, ja garanti minha presença com essa injeçao no braço :)

PS: Nada de ficar ligeiramente gripado, nariz escorrendo, nem nada. Ja faz quase uma semana e a vacina nao me trouxe mal algum.

domingo, 25 de outubro de 2009

Turismo hospitalar em Grenoble

Minha esposa gripou, e com esse negòcio de epidemia de gripe A fomos logo ao hospital para ela ver isso. Nosso raciocìnio foi o seguinte: como ela està gràvida, melhor ir para o hospital da maternidade onde ela vai dar à luz, pois o pessoal de là deve estar preparado. Errado!

Sequência turìstica:
1. Clinique Belledone, em St. Martin d'Hères
Na recepção nos dão màscaras e nos encaminham para a maternidade. Enfermeira reclama conosco por ter vindo à maternidade (apesar de sua colega da recepção nos ter dito pra ir là), manda ir para o nosso médico generaliste (creio que seja equivalente ao clìnico geral). Explicamos que não deu pois é um sàbado. Consultòrios fechados, entende? Ela faz um ar de "ah, é mesmo" e depois de alguns telefonemas nos encaminha para outro hospital.

2. Clinique Mutualiste des Eaux Claires, em Grenoble
Depois de atravessarmos a cidade de Grenoble, chegamos no outro hospital e o médico generaliste de plantão não parecia preparado pro caso de gràvida com gripe. Ele diagnosticou a gripe, mas esqueceu de medir a temperatura apesar de termos dito que houve sintomas de febre durante a noite. Ele receitou os remédios, etc e tal. Tivemos que lembrà-lo da gripe A, suìna, nova gripe, etc. Apesar dos sintomas amenos, como ter certeza de que não era a gripe A? Doutor, a esposa tà gràvida, etc. Manifestação de insegurança, dùvida. Três telefonemas depois, ele diz indiretamente que o hospital não tem nada a ver com isso. Precisamos ir em outro hospital, na urgência ginecològica, pra ela fazer o exame do vìrus H1N1.

3. Centre Hospitalier Universitaire, em La Tronche
Voltamos pras bandas do Campus. Chegando na urgência ginecològica, o pessoal parecia bem preparado e foi bastante atencioso. Novamente, os médicos disseram que não parecia ser a gripe A, mas era importante fazer o exame. Receitaram Tamiflu por segurança (se não for gripe A, parar de tomar), e coletaram o material para o exame. Resultado apenas na segunda-feira.

Ao final das visitas turìstico-hospitalares, ficamos nos perguntando como o pessoal de hospitalis de primeiro mundo não sabia como reagir diante de uma doença cheia de recomendações vindas da OMS e do governo francês (vide logo da campanha na imagem deste post). Por quê o passo 2 acima foi necessàrio? Por quê o "médico de primeiro mundo" ignorou o fato da gravidez, se num terceiro mundo como o Brasil dizem para ter cuidado redobrado com gestantes?

Seria muita expectativa esperar mais preparo de hospitais de primeiro mundo, ou hospital ruim tem em todo canto? Vàrias dùvidas ficaram no ar com essa experiência.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

100% Brazuca Made in France

Provavelmente um girinozinho parecido com esse da foto està no ventre de minha esposa.
Completei 30 anos em Abril e falei pra ela que estava pronto pra ser pai. Não adiantava ficar dizendo "depois de X" ou "quando conseguir Y". Se o casal se ama, tà tudo indo bem e existe a vontade de ter um bebê, por que não? Dà-se um jeito. Essa é minha opinião. Ela ainda não sabia se era o momento.

Dois casos de tese com filho me estimularam: um recente doutorando de meu orientador teve dois filhos, e um outro colega do mesmo lab que teve um. Esse ùltimo eu sei que a esposa ainda continuou trabalhando. As famìlias dos dois moram em cidades distantes (as nossas moram um "pouquinho" mais distante). Porque eu e Lila não conseguirìamos?

Chegou mais ràpido do que pensàvamos. Depois dos sintomas da gravidez, nesta ùltima terça saiu o resultado positivo da taxa de HCG. Tarde demais pra mamãe pensar no momento certo, pois ele chegou :)
No fundo tenho muito medo pois dizem que nos três primeiros meses de gravidez concentram-se os maiores riscos. Vamos fazer tudo direitinho pra que corra tudo bem.

Com um filho certamente minhas perspectivas mudarão e a tendência nomàdica tende a diminuir. O nìvel de abestalhamento aumentarà com a função paterna, e acho que o mundo ficarà mais colorido...