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sábado, 23 de janeiro de 2010

Tapioca de Roquefort


Na falta de queijo coalho tem que usar a criatividade...

Dica para quem mora ou quer morar longe: Tente adaptar os seus hàbitos alimentares ao itens mais "normais" das prateleiras dos supermercados de onde você està. Tem gente que fica se lamentando dizendo "Estou cansado da comida daqui desse(a) [COLOQUE O DO LUGAR AQUI]. Ai que saudade de rapadura com farinha, dum feijaozinho com arroz". Ainda bem que eu nao tenho isso. Meu paladar é camaleao. E, pessoalmente, ter saudade de feijao com arroz?! Comi isso durante boa parte da minha vida, quando comia o que tinha na mesa. Sei là, dos 10 aos 18 anos. Tanta comida diferente no mundo e tem gente que sente falta do feijao com arroz depois de alguns meses. Se eu pudesse comeria um prato diferente a cada dia. Mas, cada um é cada um...

Entretanto, dependendo da quantidade de imigrantes no local onde se vive, às vezes encontra-se publico suficiente para justificar a venda de determinados produtos. Acreditem ou nao, encontro os ingredientes pra fazer moqueca aqui sem dificuldades e sem pagar muito caro. Dendê é coisa da Africa, e africano aqui tem bastante.

Bom, queijo coalho nao tem por aqui mesmo, apesar das dezenas de queijos franceses, nao encontrei nenhum parecido com o velho coalho do Brasil. O mais pròximo que acho é o Feta Grego, que apesar de ser de ovelha se parece com alguns coalhos secos que ja comi.

Aproveitando o ensejo, dois lugares em Grenoble onde se pode comprar produtos usados na gastronomia brasileira:

World Market
24 avenue Félix Viallet, aberto das
10h às 23h

Tem batata doce do Brasil, dendê, farinha de mandioca africana igualzinha à nossa, feijao preto, e outras coisinhas mais, além de vàrios produtos asiàticos e africanos super exòticos.


TransMontano
148 Av. Jean Perrot. Nao lembro do horario, mas é algo tipo 9 às 19 e fecha pra almoço.

Esse tà registrado na pàgina 111 do Manual do estudante brasileiro na França. Nessa TransMontano encontrei um paio português primeira classe. Tem bacalhau seco, guaranà, goiabada e uma penca de produtos brasileiros e lusitanos, claro, pois é uma loja de portugueses.

OBS: A goma da tapioca da foto acima é contrabando que a sogra trouxe (acabo de confessar crime de recepçao de mercadoria contrabandeada). Ainda nao achei por aqui :(

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Coelho

Coelho é bem comum de se comer na França. Em todo mercado tem pra vender. Eu nunca tinha comido. Não é nada de super exòtico, pois em Recife lembro de um lugar no bairro da Madalena que sempre vendia (não sei se ainda vendem là). Hoje aproveitei que a esposa està viajando (e vai me matar quando ler isso) e comprei um coelho. Abatido, pra cozinhar mesmo. Ela morre de nojo quando passa pela parte do supermercado onde tem os bichos là esticados pra vender.

Foi estranho. Abri a bandejinha de isopor e o coelho estava inteirão, igual na foto ao lado. Tive que tirar rins, fìgado, pulmões e coração. Até a traquéia dele tive que arrancar. Sensação muito estranha a de tratar um mamìfero deste porte. Confesso que em alguns momentos perdi a fome e a vontade de continuar tratando o bicho. Não vemos os animais que comemos como animais, vemos como produto. Sò que esse produto, quando tirado da embalagem não era um filé, uma fatia de presunto ou um hamburguer, estava claro que era um animal com o corpo ali esticado. Um mamìfero igual a mim. O olhão estava no crânio do bicho, me olhando...

Foi um momento de reflexão, com um quê de aula de anatomia. Durante os cortes, perguntava-me porque somos tão hipòcritas (somos, ou seja, eu incluso) de achar bonitinho um coelhinho, até mesmo uma vaca, e comermos o animal, na verdade "um produto" para nòs consumidores hipòcritas. Temos conhecimento e tecnologia suficiente para não precisar comer carne animal. Mas é gostoso e gera muito dinheiro. Consegui cozinha e comer o coelho, que lembra o gosto de galinha. No final, a hipocrisia venceu.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Cingapura: Gastronomia

Na minha opinião, é imprescindível experimentar os diferentes tipos de comida da região que se está visitando. Então, fiz questão de comer o máximo de coisas diferentes possíveis. Acho até que engordei (mais) depois dessa viagem. Muito bacana os temperos e os sabores das comidas de lá. Espero um dia voltar pra Ásia. Vou comer muito quando estiver por lá de novo :)
Essa primeira foto é meu almoço no primeiro dia da conferência.


A ilha tem uma grande quantidade de indianos, em sua maioria, trabalhando como mão de obra menos qualifidada. Consequente mente tem muita comida indiana lá. E até um bairro chamado Little India.


- Eu numa lojinha de doces indianos no bairro Little India. Pena q não deu pra provar todos.

- Vanilla Coke (gostinho bem suave de baunilha) e Chá de Crisântemo (eu não sabia que se bebia isso. Pra mim era pra perfume...)